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Os dois primeiros Presidentes do após 25 de Abril, António de Spínola e Francisco da Costa Gomes, são propostos pelo Movimento das Forças Armadas e não eleitos.

A Presidência de António de Spínola, que toma posse no Palácio de Queluz a 15 de Maio de 1974, é marcada pelo duro braço de ferro que trava com a Coordenadora do MFA: em causa, estava a sua diferente perspectiva quanto à questão colonial e à transição política.
Incapaz de obter o reforço dos seus poderes presidenciais, obrigado a aceitar uma lei constitucional que reconhece o direito dos povos à autodeterminação e a concessão imediata de independência aos territórios ultramarinos (Lei 7/74), crescentemente isolado no aparelho militar e de Estado, Spínola acaba por renunciar à Presidência da República a 30 de Setembro de 1974.

Uma das primeiras acções de Francisco da Costa Gomes como Presidente é dar posse ao III Governo Provisório chefiado por Vasco Gonçalves, a 1 de Outubro. Depois desloca-se aos EUA, procurando estabelecer contactos com vista à cooperação entre os dois países e tranquilizar a comunidade internacional. A sua missão como Presidente não será, no entanto, fácil. O processo revolucionário acelerava o seu passo. As polémicas em torno da definição de um “programa económico e social”, das eleições ou da unicidade sindical começavam a dividir profundamente a sociedade e as forças políticas e militares.

Em Março de 1975, na sequência do malogro de mais uma tentativa de golpe de estado, Costa Gomes assume a presidência do recém-criado Conselho da Revolução. Assinada a Plataforma de Acordo Constitucional entre o MFA e os partidos políticos (11 de Abril), realizadas as eleições para a Constituinte (25 de Abril), inicia-se um dos mais conturbados momentos da transição. Costa Gomes desempenha então um papel fundamental, sendo-lhe atribuído o mérito de ter evitado o agravamento dos problemas e divisões que ameaçavam conduzir o país a uma guerra civil. Sobrevivendo a todas as convulsões que marcaram os seus 21 meses de presidência, abandona o cargo em Julho de 1976. Sucede-lhe o General António Ramalho Eanes, o primeiro Presidente da República eleito por sufrágio universal e directo, que, depois de dois mandatos presidenciais (1976-1986), é uma figura incontornável do processo de consolidação da democracia portuguesa.

O primeiro mandato de Ramalho Eanes foi decisivamente marcado pela questão militar e pela complexa situação política. Quando, na sequência das dificuldades em se manterem coligações governamentais duradouras, ocorre a queda do II Governo Constitucional (PS-CDS), no Verão de 1978, Ramalho Eanes apresenta à Assembleia da República um governo da sua iniciativa, liderado por Nobre da Costa. Esta situação é repetida nos IV e V Governos Constitucionais, encabeçados, respectivamente, por Mota Pinto e Maria de Lurdes Pintasilgo. Só em Dezembro de 1979, com a vitória da Aliança Democrática (AD), a situação se normaliza. As relações entre o Presidente e a nova coligação governamental (PPD, CDS e PPM) pautar-se-ão por alguma conflitualidade.

Anunciando a sua recandidatura em Setembro de 1980, Eanes recebe os apoios dos Reformadores, da ASDI, do PCP e do PS. Vence as eleições à primeira volta, com 56,4% dos votos, e toma posse em 14 de Janeiro de 1981.

Longe de se ter alcançado a estabilidade governativa e a conciliação entre o Presidente da República e a AD, o segundo mandato de Ramalho Eanes será marcado por dois elementos fundamentais: a polémica revisão constitucional (12/8/1982) e os problemas no interior das Forças Armadas, de onde surgem crescentes acusações ao PR de, apesar de ter abandonado o cargo de CEMGFA, pretender continuar a impor a sua vontade.

Mário Soares é o primeiro civil a ocupar a Presidência depois de décadas de presidências militares. Tomando posse a 9 de Março de 1986, Soares inaugura um novo estilo político. As suas célebres “Presidências Abertas”, que o levam a percorrer o país e a contactar de perto com os problemas locais, constituem um sucesso que virá a repetir no seu segundo mandato presidencial. Paralelamente, opta por não assumir demasiados protagonismos em termos políticos. Privilegia o diálogo e a mediação moderadora e tem a preocupação de não hostilizar o Governo e Cavaco Silva.

Reeleito com 70,4% dos votos, a longa distância dos seus opositores, toma posse a 9 de Março de 1991. O seu segundo mandato será marcado por um maior intervencionismo, quer em termos de pedidos de fiscalização preventiva da constitucionalidade das leis, quer em termos das suas intervenções públicas. Por diversas vezes é acusado pelo PSD de interferência na acção do Governo. Em ambos os mandatos, as múltiplas deslocações que efectua ao estrangeiro contribuíram não só para consolidar a imagem de Portugal no mundo, mas também a figura de estadista de Mário Soares.

Jorge Sampaio toma posse como Presidente da República a 9 de Março de 1996. Apoiado pelo Partido Socialista e por várias personalidades independentes da vida política, cultural e empresarial, derrotara, a 14 de Janeiro, à primeira volta, o candidato da direita e ex-Primeiro-Ministro, Aníbal Cavaco Silva (53,9% contra 46,0%).

A 22 de Janeiro de 2006, Aníbal Cavaco Silva foi eleito 18.º Presidente da República Portuguesa, vencendo com 50,5% dos votos. A 25 de Abril de 2006, na Assembleia da República, apresentou uma proposta de um compromisso cívico pela inclusão social, lançando, em Junho seguinte, o «Roteiro para a Inclusão». À imagem do «Roteiro para a Inclusão», foi também lançado o «Roteiro para a Ciência» visando o reconhecimento da cultura científica. No final de 2006 fomentou a criação do Conselho para a Globalização que reuniu em Sintra cerca de duas dezenas de líderes de empresas mundiais e outros tantos representantes de empresas portuguesas para debater os desafios da globalização. O primeiro ano do seu mandato foi caracterizado pela cooperação estratégica com o Governo e que Aníbal Cavaco Silva considerou, desde o primeiro momento, um princípio fundamental para ajudar a superar os momentos de crise em que o país mergulhou nos primeiros anos do Século XXI. 

 

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