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Os Retratos da Década de 1930



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Henrique Medina (1901-1989) foi um dos mais celebrados retratistas do século XX português, cuja obra tem ressonâncias internacionais, uma vez que, a par de figuras destacadas da sociedade nacional, retratou também estrangeiros, conhecidos por razões culturais, políticas ou meramente sociais. Este êxito deve-se a uma indiscutível qualidade oficinal que o pintor pôs ao serviço das expectativas dos encomendadores, celebrando-lhes a particularidade com eficácia quase fotográfica. Não desconhecendo os valores do modernismo – nomeadamente na liberdade no uso da cor –Medina entendeu-os de um ponto de vista convencional, para actualizar o dispositivo da pintura mas sem nunca pôr em causa os princípios académicos da verosimilhança, do claro-escuro e da relação da figura com o fundo. Dito de outra maneira, os retratos de Medina são, essencialmente, registos de encómio onde a emoção é rara e escassa a inventividade pictórica, factos empobrecedores da sua artisticidade mas que não impediram um efectivo sucesso epocal.

Para a Galeria do Palácio de Belém, Medina realizou cinco retratos, tornando-se assim o pintor nela mais representado. Tendo em conta as datas das obras, surge evidente que só o Retrato do Presidente Óscar Carmona (1933) foi executado no decurso do respectivo mandato e que talvez tenha sido por decisão deste, ou dos seus conselheiros, que Henrique Medina pintou, postumamente, os retratos de António José de Almeida (1932?) e de Sidónio Pais (1937), enquanto o de Canto e Castro, está datado de 1933, cerca de um ano antes do seu falecimento. O Retrato do Almirante Américo Tomás é de 1957, executado um ano antes de ser eleito Presidente da República.

Interpretando o que acabei de narrar, pode concluir-se que o longo mandato de Óscar Carmona (1926-1951), coincidente com a emergência, afirmação e penosa sobrevivência do Estado Novo, foi, para a galeria de retratos, um momento de consagração de uma pintura convencional, celebratória sem rasto da chama de inquietação poética e estética da marca de Columbano. Ou seja, o apoio que o Estado Novo deu aos artistas modernistas, ao longo dos anos de 1930, através da política ambígua mas inovadora de António Ferro, não chegou ao Palácio de Belém que escolheu um artista cujo prestígio era meramente social. Mesmo assim, interessa referir a preocupação positiva de completar a Galeria, recorrendo à realização de retratos póstumos em relação às figuras dos presidentes que não puderam escolher o retratista em vida.

Vale a pena destacar também que, na mesma década de 1930, outro pintor participou na elaboração da galeria. Refiro-me a Martinho da Fonseca (1890-1972) autor do Retrato do Presidente Bernardino Machado (1935), realizado já depois do final do seu mandato, construindo a figura dentro dos valores tradicionais que caracterizam a obra deste discípulo de Columbano. Sem possuir o brilho e a coerência do seu mestre, ele manifesta aqui uma sólida capacidade de representação que permite considerar este retrato um dos melhores da galeria, se nos referenciarmos pela sua mediania sem especial grandeza.

 

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