_newsletter_contactos_
 
 
InícioInformaçõesSobre o MuseuExposiçõesVisita VirtualPresidentesEducaçãoFormaçãoArquivo DigitalAgendaImprensaMPR Júnior
Facebook
Google+
Twitter
YouTube
Flickr
 PermanenteTemporáriasItinerantesArquivo
Pintura Pobre



Ampliar
 


Ampliar
 


Ampliar
 


Ampliar
 


Ampliar
 


Ampliar
 
 
 
 

O Retrato do Presidente Craveiro Lopes foi realizado, em data incerta, por Eduardo Malta (1900-1967), retratista de considerável fortuna crítica, próximo da estética do modernismo convencional de Henrique Medina com quem dividiu a glória efémera de retratista do regime, nomeadamente em relação à pessoa de Oliveira Salazar. Tendo sido director do Museu Nacional de Arte Contemporânea, onde desenvolveu uma deliberada e sombria política de perseguição dos modernistas, Malta foi, politicamente, um homem do Estado Novo que, do ponto de vista artístico, deu continuidade a uma espécie de academismo atemporalizado, garante da eficácia superficial dos seus retratos de celebridades da alta sociedade portuguesa, europeia e americana.

Apesar da sua frieza convencional, o retrato que assinou, na galeria de Belém, é o mais qualificado de quantos foram depois realizados, só podendo ser confrontado com o Retrato do Presidente Ramalho Eanes de Luís Pinto Coelho, de 1991. Aliás, há continuidade estética e poética entre estes dois pintores que, no entanto, de modo nenhum coincidem em termos de atitude política e vivencial.

O tempo cultural mudara mas, no que respeita ao género do retrato, as exigências de representação por parte dos retratados permitiram (permitem hoje ainda?) a permanência de uma arte conformada que abdica do que é o seu cerne: a inquietação questionante do que vemos e do que somos. É esta conformidade sem emoção que se encontra nas obras de Eduardo Malta e Pinto Coelho: os retratos são exactos e adequados mas a sua excessiva visibilidade é uma opacidade sem espessura significante.

Os outros retratos realizados neste longo período são obras menores ou francamente medíocres, manifestando a ausência de uma reflexão cultural sobre a razão de ser da galeria dos retratos dos Presidentes da República. Se antes da Revolução do 25 de Abril de 1974, tal situação manifesta o corte, dramático e real, entre os melhores artistas e o regime, depois dela não terá havido nem tempo nem estímulo para repensar o seu futuro, o que bem manifesta quanto a cultura foi uma instância infelizmente menorizada nas intenções mais positivas da Revolução. Mas esta iria finalmente ocorrer...


 

ver informaçao detalhada
< Voltar atrás
Presidência da República_links_site acessível[D] site acessível_ comentários_e-cards_mapa do site_informação legal
Museu da Presidência da República     Desenvolvido por Vector21.com    _ficha técnica