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I República (1910-1926)
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Com a proclamação da República em 1910, o poder passaria para as mãos de um governo provisório até à aprovação da Constituição em 1911, que instituía poderes do Presidente da República bastante reduzidos. Para contrastar com o poder do Rei, a sua projecção pública e os seus meios materiais seriam limitados ao mínimo e não estava sequer prevista residência oficial, apenas um gabinete no Palácio de São Bento, desviando o centro do poder para o Parlamento. A Câmara dos Deputados elegia o Presidente, por dois terços dos votos, e podia destituí-lo, mas a partir de 1919 os seus poderes e, consequentemente, o seu prestígio, seriam alargados.

Embora a Constituição de 1911 lhe atribuísse funções de representação da Nação na política externa da República, a limitação dos poderes presidenciais nesta fase de afirmação do novo regime republicano impedia que o Presidente da República tomasse decisões reais quanto ao futuro das relações diplomáticas com outros países.

Uma profunda crise económica e social herdada da monarquia e uma constante instabilidade governativa impediram que Portugal, durante a I República, se preocupasse em desenvolver a sua política externa, para além da procura do reconhecimento do novo regime e manutenção da política colonialista, ameaçada pelas constantes pressões internacionais.

Não estavam criadas condições para os Presidentes da República efectuarem ou receberem visitas de Estado, salvo raras excepções, como a viagem efectuada por Bernardino Machado à frente de combate, onde, simbolicamente, recebeu um conjunto de balas disparadas no conflito, numa época em que se acreditava que se chegava ao poder através das armas e as revoluções e não as eleições é que asseguravam a alternância política. Bernardino Machado e o Chefe do Governo, Afonso Costa, eram partidários, desde o início, da participação de Portugal na I Guerra Mundial. No forte clima de instabilidade que se vivia, o contingente nacional partiu sem pompa nem circunstância. O Presidente, movido pelas más notícias da frente de guerra, resolveu manifestar o seu apoio à participação de Portugal visitando as tropas em Verdun e em Reims. O mês de Outubro de 1917 é todo dedicado à viagem a França, onde será recebido pelo Presidente da República francês, Raymond Poincaré. A deslocação incluirá também a Inglaterra, a Espanha e a Bélgica. Destaca-se ainda a visita a Portugal do Presidente do Brasil, Epitácio Pessoa, que é recebido pelo Almirante Canto e Castro, em 1919. Em 1922, os Reis da Bélgica e o Príncipe do Mónaco visitam Portugal durante a presidência de António José de Almeida e este realiza uma histórica Visita de Estado ao Brasil por ocasião das comemorações do centenário da independência deste País.

 

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