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Estado Novo (1926-1974)
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A constante e crescente instabilidade política da I República cessou pelo golpe militar de 28 de Maio de 1926, encabeçado pelo Marechal Gomes da Gosta, instaurando assim um regime ditatorial que se manteria por quase cinco décadas.

Os poderes do Presidente pareciam então alargados: os anos de mandato passariam de quatro para sete anos, a eleição é feita por sufrágio universal, ser-lhe-ia inclusivamente permitido nomear e demitir o Presidente do Conselho, dissolver o Parlamento ou vetar leis. Todavia, este aumento de poder não impediu que o centro de decisão permanecesse em São Bento, onde o Dr. Oliveira Salazar geria todos os assuntos da Nação, inclusivamente a nomeação dos próprios Presidentes da República. Segundo a Constituição de 1933, cabia ao Chefe de Estado representar a Nação e dirigir a política externa do País, mas no decorrer dos 48 anos do Estado Novo, a auto-imposta política de isolamento impedia que os Presidentes efectuassem deslocações com regularidade, pelo que existe apenas um punhado de visitas a assinalar.

O Marechal Óscar Carmona é um dos obreiros do Estado Novo, sobretudo até aos inícios da II Guerra Mundial, sendo a actividade presidencial geradora de estabilidade face à intensificação dos perigos externos, muito provocada pela Guerra Civil espanhola e pela crispação internacional relativa à partilha dos territórios africanos, especialmente Angola. Será neste quadro que o Marechal viaja por todo o território português, pelo Império Colonial e pela vizinha Espanha. Aqui é recebido com todas as honrarias de Estado pelo Rei Alfonso XIII e dele recebe inúmeros presentes, de entre os quais uma réplica da espada do século XVI de El Cid e uma outra com o seu monograma. Neste período, as viagens presidenciais revestiam-se de particular importância: a cobertura mediática era muito intensa, sendo a propaganda uma das principais armas para o reconhecimento do regime. O General Franco, em nome de Espanha, viria ainda a retribuir a visita ao velho Marechal, já no final da sua vida presidencial. Carmona recebe também o Presidente do Brasil e viaja ainda à União da África do Sul.

Na década de 50, no auge de uma política externa bem sucedida e ditada por Salazar, seguiram-se viagens históricas ao Brasil e à Inglaterra pelo recém-eleito Presidente, Craveiro Lopes, em representação de Portugal e à procura do reconhecimento internacional do regime, mais uma vez excessivamente mediatizadas, sempre com o objectivo de assegurar a posição portuguesa no Império Ultramarino.

Para reforçar a amizade com o nosso mais antigo aliado, Craveiro Lopes viaja até Inglaterra, em 1955, para se encontrar com a nova monarca, Elisabeth II, que havia subido ao trono dois anos antes, pela morte prematura de seu pai, o Rei George V. A jovem Rainha viria a retribuir a visita, deslocando-se dois anos mais tarde a Portugal. Para comemorar a visita, a monarca encomendaria a um dos mais cotados pintores ingleses da época um trabalho que expressasse plasticamente a ancestral aliança com Portugal. A Aliança Luso-Britânica oferece-lhe ainda um cavalo e um automóvel.

Nas vésperas do final do mandato presidencial, Salazar mostra-se hesitante em relação à realização da visita do Presidente ao Brasil. Mas estando há muito em preparação, a viagem acaba por ocorrer e o Marechal é recebido com toda a pompa e circunstância, com amplas repercussões internacionais. Craveiro Lopes percorre grande parte daquele país, onde é sempre calorosamente acolhido. Recebe das mãos do Presidente do Brasil, em nome dos laços da amizade luso-brasileira, uma espada em ouro e couro e uma carapaça de tartaruga com representações da fauna e flora, dos mitos e lendas do estado do Amazonas.

A presidência de Américo Thomaz é marcada por uma enorme crise social em Portugal, consequência da política colonialista vigente. O seu papel é de pouca intervenção política real, mas apenas de representação, já que todas as decisões passam pelo Presidente do Conselho. Embora acusado por a sua actuação se basear no “corta-fitismo”, embarca numa série de missões de soberania às colónias e viaja, tal como o seu antecessor, ao Brasil, na altura das comemorações dos 150 anos da independência deste território, onde o Presidente Garrastazu Médici lhe oferece como presente de Estado um par de castiçais em prata, honrando assim a presença do seu homólogo português.

Em 1960, Portugal enfrentava uma forte oposição por parte dos seus parceiros internacionais relativamente ao domínio dos territórios ultramarinos. A Índia portuguesa viria, inevitavelmente, a ser anexada. Em Angola, Moçambique e na Guiné começavam a desenhar-se rebeliões que estalariam pouco tempo depois, pelo que o governo português montou intensas campanhas militares contra os revoltosos. Será com este mesmo intuito que o Presidente Soekarno, da Indonésia, vem a Portugal em visita oficial, a convite do Governo Português: com a intenção de fortalecer as ligações políticas e económicas com aquele país, que poderia constituir ameaça para os interesses nacionais em Timor. O Presidente indonésio, em nome das boas relações com Portugal, oferece uma adaga e um biombo, como sinais de cordialidade e do engenho do povo que representa.

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