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Democracia (desde 1974)
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A partir de 25 de Abril de 1974, o quotidiano nacional altera-se substancialmente. O MFA (Movimento das Forças Armadas) inicia a viragem de uma nova página da História de Portugal. O objectivo que se propunha era, acima de tudo, libertar o país do regime ditatorial que o Estado Novo impusera desde 1926. Democratizar, Descolonizar e Desenvolver seria o lema da Junta Revolucionária.

Para substituir o Almirante Américo Thomaz, exilado no Brasil, António de Spínola seria nomeado Presidente da República. Os escassos e atribulados meses de presidência do Marechal, no calor do período revolucionário, não permitiram que se deslocasse ou pudesse receber os seus homólogos em Portugal. Desta forma, apenas a fugaz passagem do Sheik Osmar Badji “quebra o jejum” nas relações externas portuguesas. O Sheik oferece um samovar em prata ao Marechal Spínola para marcar o acontecimento.

As movimentações do 28 de Setembro de 1974 acabam por provocar a demissão do Marechal Spínola, que é substituído pelo Marechal Costa Gomes. Este inicia, ainda no mesmo ano, o processo de recolha de apoios ao novo regime democrático, sondando os Estados Unidos da América e vários países de influência socialista, com viagens à Rússia, Polónia, Jugoslávia e Roménia, com o intuito de deslocar Portugal para uma das duas esferas de influência do poder mundial. Neste período, a Revolução apressa o seu passo, tornando-se urgente um reconhecimento internacional e novo rumo para a economia portuguesa, onde se determinava o futuro do país. Assim que toma posse, viaja até à ONU para acalmar a comunidade internacional em relação à Revolução portuguesa, sendo igualmente urgente prevenir qualquer intervenção estrangeira em Portugal.

Após a aprovação da Constituição de 1976 e definido o equilíbrio de poderes, Portugal torna-se uma República semi-presidencialista, em que o Chefe de Estado, em oposição ao Estado Novo, é agora eleito por sufrágio universal e é o garante do regular funcionamento das instituições democráticas e do equilíbrio do sistema, podendo ser eleito por dois mandatos consecutivos de cinco anos de duração.

O General Ramalho Eanes é o primeiro Presidente eleito da Democracia com a dura missão de promover a estabilidade política, sarar as chagas deixadas pela apressada descolonização e consequente reintegração dos “retornados”, bem como de defender a necessidade de reconhecimento e afirmação de Portugal e do seu novo regime pós-revolucionário no seio da comunidade internacional, não só ao nível de restabelecimento de relações diplomáticas como ao nível económico. Nas suas inúmeras deslocações, não exclui os recém-formados países saídos do antigo império colonial português. Portugal desenhava nesta fase a sua entrada para o seio da família europeia, que se viria a concretizar poucos anos depois, o único caminho possível para o futuro da economia nacional. Com este propósito, o Presidente da República avistar-se-ia com a maior parte dos líderes europeus.

Mário Soares, o primeiro Presidente da República civil em 60 anos desde Bernardino Machado, figura histórica da oposição ao Estado Novo e de personalidade bem vincada, veio dar um cunho muito pessoal ao cargo do Chefe de Estado, prestigiando-o. Acusado pelos seus detractores de “fazer turismo”, levou Portugal a todos os cantos do mundo, contribuindo para consolidar a democracia em Portugal, agora no seio da Europa comunitária.

“Foi sempre o tema central da minha mensagem: Portugal, livre e democrático, nascido do 25 de Abril de 1974, País de cultura e de progresso, empenhado em assumir as responsabilidades que a sua longa história lhe confere. Portugal, hoje respeitado no mundo, prestigiado, dispondo, graças à liberdade encontrada, de novas oportunidades de desenvolvimento económico e cultural, no quadro de uma cooperação activa com a Europa, mas também com os países lusófonos (…)”.

As suas preocupações em relação ao Portugal Europeu e ao mundo, com a crescente globalização, levaram a que empreendesse inúmeras e muito mediáticas deslocações tanto em Portugal, “unindo os portugueses”, como pelo mundo, marcando assim a sua passagem pela Chefia de Estado. O papel de primeiro cidadão do País “assentou-lhe como uma luva”, correndo pelo mundo imagens do Presidente na Índia, de turbante a andar de elefante, ou nas Seichelles de tartaruga.

“Projectar Portugal no mundo, erguer mais alto o seu prestígio no concerto das nações, defender os seus interesses num cenário internacional cada vez mais competitivo, afirmar os seus valores universalistas, de respeito pelos direitos do homem e pela democracia, bem como de solidariedade para com os pobres, os oprimidos, os excluídos, constitui uma missão apaixonante e uma responsabilidade indeclinável”.

Jorge Sampaio continuou, embora de forma menos mediatizada que o seu antecessor, o papel de catalizador do fortalecimento das energias nacionais de forma apaixonada, lutando contra o derrotismo e a lamúria da forma de estar portuguesa, apostando, neste sentido, nas políticas de educação e formação, preocupado sempre em manter a estabilidade governativa e passando essa imagem de estabilidade quer interna quer externamente. As motivações das deslocações de Estado atingiram a maturidade, empenhando-se principalmente na defesa da lusofonia e no estímulo à competitividade entre empresas nacionais e suas congéneres na economia global, desafiando-as a deslocarem-se com ele neste férreo ofício da representação do Estado.

Neste sentido, podemos concluir que a troca de lembranças entre Estados continua, mais do que nunca, a fazer todo o sentido, funcionando como o primeiro cartão de visita de um país.

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